VILA DA MATA CANASTRA · MEMÓRIAS QUE ACOLHEM
As raízes da Vila da Mata

Antes de ser pousada,
já era casa.

Um terreno de família, gerações de memórias e uma nova forma de receber em São João Batista do Glória.

O carro de boi que hoje serve o café, as receitas de Ambrosina e os objetos guardados com carinho não chegaram aqui por acaso. Eles fazem parte de uma história que começou muito antes da primeira reserva.

Conhecer nossas raízes
Fotografia antiga de Ambrosina Medeiros Martins e João Martins de Oliveira juntos.
Ambrosina Medeiros Martins e João Martins de Oliveira.Acervo da família.
O lugar e a família

Raízes que atravessam gerações.

Os antepassados da família já tinham terras na região de São João Batista do Glória. Entre aproximadamente 1915 e 1920, os bisavós do proprietário, João Martins Soares e Maria Serafina Soares, estabeleceram sua morada em um terreno em frente ao terreno que hoje abriga a pousada.

Maria Serafina nasceu em 1892. Seu marido, João Martins Soares, trabalhava com a compra e venda de gado. A ligação com a terra e com a criação de animais continuaria na geração seguinte.

Por volta de 1955, depois de se casarem, João Martins de Oliveira e Ambrosina Medeiros Martins passaram a viver no terreno onde está a Vila da Mata. Ali permaneceram por toda a vida.

Fachada da antiga casa de João e Ambrosina no terreno onde hoje fica a pousada.
A casa de João e Ambrosina, antes da construção da pousada.Fotografia do acervo familiar, sem data identificada.

A residência deu lugar a uma nova construção. A memória da casa permanece nos materiais recuperados, nas peças da família e nas histórias que hoje compartilhamos com os hóspedes.

João e Ambrosina

Trabalho na terra.
Afeto dentro de casa.

João Martins de Oliveira foi pecuarista, criador de gado e produtor de leite. Foi desse trabalho que veio o sustento da família durante muitos anos.

Ambrosina deixou uma herança de cuidado: nas receitas que passaram à geração seguinte e nas colchas de lã de carneiro que mandou fazer no tear. Essas memórias continuam presentes na história da família e da Vila.

Retrato antigo de Ambrosina Medeiros Martins.
Ambrosina Medeiros Martins.
Fotografia antiga de João Martins de Oliveira, de terno e chapéu.
João Martins de Oliveira.
Carro de boi centenário da família recuperado para servir o café da manhã.
O carro de boi da família ganhou um novo lugar à mesa.
Uma peça, muitos caminhos

Da fazenda para o nosso café da manhã.

O carro de boi é uma das presenças mais especiais da Vila da Mata.

Segundo a memória da família, ele foi construído manualmente pelo bisavô João Martins Soares por volta de 1915. Ficou na fazenda por décadas, inclusive mais de 25 anos ao ar livre, sob uma árvore.

A madeira resistiu ao tempo. Recuperado e trazido para a pousada, o carro encontrou uma nova função: é sobre ele que servimos o café da manhã.

Uma peça de trabalho que atravessou gerações e hoje participa dos encontros de quem chega.

Conhecer o café mineiro da Vila
Objetos que contam

O passado não ficou para trás.

Algumas lembranças estão à vista. Outras são guardadas para que continuem existindo.

Ferro a brasa usado por Ambrosina sobre colchas antigas de lã de carneiro que ela mandou fazer no tear.

O ferro e as colchas de Ambrosina

O ferro a brasa, herdado de uma geração anterior da família e usado por Ambrosina, está exposto em um armário na pousada.

As colchas de lã de carneiro, feitas no tear por encomenda de Ambrosina, têm pelo menos seis décadas, segundo a família. Já fizeram parte da decoração da pousada e hoje estão guardadas com os familiares para sua preservação.

Pilão antigo da família exposto no restaurante da Vila da Mata, com gramado ao fundo.

O pilão que alimentou gerações

Foi nele que se preparou a paçoca mineira salgada, feita com carne de sol, que acompanhou a mesa da família.

Com cerca de 70 anos de uso, na estimativa familiar, o pilão permanece no restaurante da pousada, exatamente como aparece na fotografia.

Preservar também é transformar

Tijolos, portas e latões com uma segunda vida.

Tijolos da antiga residência foram recuperados para construir uma das estruturas de apoio da pousada. Duas portas da casa, com aproximadamente 70 anos, foram restauradas, revelando novamente a cor da madeira.

Antigos latões de leite também ganharam novos usos, como vasos e lixeiras. Muitas das portas da pousada foram feitas com madeira de demolição vinda do Sul do Brasil: outra escolha de reaproveitamento, distinta do acervo familiar.

Um novo capítulo

O desejo de viver a Canastra.

A ideia da pousada nasceu em 2018, do desejo dos proprietários de construir um negócio em São João Batista do Glória e, um dia, fazer da cidade sua morada definitiva.

Na época, o proprietário vivia em Belo Horizonte e a proprietária, em Passos. A paixão pela Canastra e pela cidade aproximava os planos dos dois.

Arquiteta, a proprietária assina o projeto da pousada e a decoração das suítes. Quadros, pinturas e peças de inspiração boho feitos por ela dão aos ambientes um cuidado que também é autoral.

  1. 2018

    A ideia ganha forma

    Um projeto de vida ligado à cidade e à Serra da Canastra.

  2. 2019–2020

    Começa a construção

    A obra teve início entre o fim de 2019 e o começo de 2020 e se estendeu por quase quatro anos.

  3. Maio de 2024

    Chegam os primeiros hóspedes

    A história da família passa a encontrar novas histórias de viagem.

  4. Janeiro de 2026

    A mudança definitiva

    Os proprietários se estabelecem em São João Batista do Glória.

Heranças vivas

O cuidado continua crescendo.

Nas receitas

Bolos, rosquinhas e o pão de queijo guardam receitas de Ambrosina, transmitidas por Jane, mãe do proprietário, à equipe da pousada. Preparadas aqui, essas quitandas levam a memória da família à mesa dos hóspedes.

Descobrir os sabores do café mineiro

Nos jardins

O paisagismo nasceu do amor por plantas ornamentais compartilhado pela proprietária e por Jane. Desde a obra, Jane acompanhou o plantio e as podas com o senhor Antônio, jardineiro que está com a pousada desde o início.

Hoje, as duas continuam trocando ideias, renovando canteiros e acrescentando plantas. O jardim segue vivo, assim como a história da Vila.

Conhecer os jardins e o redário
Hospitalidade Vila da Mata

Uma casa de memórias.
Um lugar para as suas.

Na Vila da Mata, receber é dar continuidade a uma história — com espaço para que cada hóspede faça parte dela à sua maneira.

Encontrar minha suíte

História contada pelos proprietários, com fotografias do acervo familiar. As datas históricas e idades das peças são aproximadas, conforme as lembranças da família.